Almost Normal

Almost normal é um filme de 2005, dirigido por Marc Moody, do gênero comédia/drama. Fala sobre um homem em torno dos seus 40 anos, que mesmo assumido tem alguns problemas com sua sexualidade. Devido a um acidente de carro, ele entra em coma e acorda em um universo paralelo ao seu, onde ser gay é normal e hétero é considerado uma aberração e nisso a história se destrincha. O título por fim, vem dessa idéia, já que o protagonista não se sente “normal” devido a discriminação da sociedade e até o apagamento de sua sexualidade por sua família tradicional branca e de classe média.

De início fiquei interessado pela sinopse que vi na internet, parecia que seria um filme interessante. O personagem principal é professor universitário, que é perseguido por um aluno que inicialmente parece ter interesse no mesmo, mas que essa idéia é quebrada logo quando ele mostra as verdadeiras intenções com o professor: apresenta-lo ao pai recém divorciado dele. É bom se atentar a esse fato, já que parece que fica esquecido até o final do filme que é resgatado. Talvez isso seja um spoiler, talvez não, mas é bom se atentar, caso o filme esteja indo por um caminho diferente do esperado. Seguindo, ao voltar para o tempo em que tinha 18 anos e ver como tudo era diferente, ele surtou, como esperado em todos os filmes do gênero, vendo sua mãe casada com sua melhor amiga e seu pai com o melhor amigo, tudo naquele universo era novo e ele não conseguiu assimilar tão rápido. 

Inicialmente o sentimento de não pertencimento foi o que invadiu, mas já que estava naquele universo acabou por resgatar uma paixão antiga por o aluno modelo e líder do time de basquete da escola, Roland. O que parecia que seria uma história de amor se destrincha para outro rumo quando Brad (o protagonista) vê sua cunhada Julie, e acabam tendo um romance. Até aqui tá bom de spoilers, sobre como a história se segue é a problemática aqui. Tendo diversas formas de se contar a história, trazer conflitos para crescimento do personagem, a história preferiu pegar outro rumo e ficar na superfície e não se aprofundar no que a própria a fazer. Não posso negar que fiquei entediado algumas partes do filme pelo modo que tudo estava andando, pausei e até fui ver alguns comentários sobre para ver se valia a pena terminar de ver. Mesmo com todo esse problema no roteiro, a história tem seus pontos positivos, é divertida em partes, e o final conseguiu me deixar surpreso sobre quem era o pai do aluno de Brad. Outro ponto seria as atuações que deixam a desejar, mas isso dá para relevar em partes assim como alguns erros de narrativa.

Se vale a pena assistir? Depende muito, é um filme interessante em partes, principalmente por sua premissa, então se estiver disposto a gastar um pouco do seu tempo sem ter expectativas com o conteúdo consumido, talvez você goste mais que eu. Como já dizia um professor meu “é tudo questão de perspectiva”, como gosto é construção social, talvez seja apenas meu julgamento e minhas construções acerca disso que me proporcionou essa visão sobre esse conjunto. Se for falar sobre minha parte favorita do filme, seria o final, quando vemos o clímax do filme acontecer e uma das grandes questões que cercavam o protagonista desde sua adolescência serem colocadas em sua frente, lhe dando uma chance de fazer acontecer o que só ocorreu em sonhos. Acho que teve um fim merecido para o que a obra propunha, mesmo podendo ter ocorrido de outras diversas formas para que isso se tornasse realmente impactante. Se for para dar uma nota, daria 3 em uma escala de 5. Para finalizar, parafraseando a última fala de Brad: “Promessa é promessa.”

O link para o teaser do filme aqui.

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